O dilema da barata


-Então você tá me dizendo que a sua felicidade depende da morte deste inseto?
Valter soltou a frase não só pra confirmar o que já esperava, mas também pra ver se assim, dita em voz alta, a informação fazia mais sentido pra ele. Não fazia, mas Cristina foi taxativa:
-É um jeito um pouco simplista de ver a situação, mas nem por isso incorreto. Eu quero essa barata morta. Agora.
Continuar lendo

Anúncios

A mulher que odiava o Papão da Curuzú


Não acredito que ela me convenceu a vir. Cá estou eu, em frente a uma quase-amiga que não via há anos. Ela me resgatou em alguma rede social, e disse que precisava muito me ver pessoalmente. Garantiu que isto não era “um encontro”. Nos encontramos num bar perto da Paulista. Aquele parecia um assunto pra três cervejas. Pedi a primeira delas e a bebi quase sozinho: ela mal tocou no copo. Ela fala mais que a boca.

Continuar lendo