Luiza no quintal


Luiza recolhe as flores amarelas que o ipê derruba na grama. Pega todas as que consegue, enche uma das mãos com elas. Na outra mão tem um biscoito de polvilho, meio comido. Usa uma calça roxa com os joelhos sujos de terra. Sentada sobre umas pedras, os dedos escapando pra frente da sandália. Ficam pendurados, raspando o chão. Ela agora vai tirando as pétalas da flor, uma a uma. Até parece que precisa de confirmação. Não há espaço pra malquerer algum perto dela. Continuar lendo

Barbeiro


O saudosismo e a nostalgia são armas que encontramos pra nos defender do que é novo e nos assusta. Nos agarramos com força a eles, em busca de uma zona de conforto na qual tudo é familiar. É reconfortante entrar numa delas. Aconteceu comigo outro dia: fui ao barbeiro.

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