Um marinheiro e seus barcos


Dizem que barcos têm que ter nome de mulher. Na cerimônia de batismo de um barco, quebra-se uma garrafa de champanhe no casco pra agradar os deuses. Parece que eles gostam de um trago. Dizem que Netuno, senhor dos mares, conhece pessoalmente cada barco pelo nome. Continuar lendo

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Ê lá em casa!


Em pé em frente à faixa de pedestres, ela espera o sinal abrir. Veste saia social e camisa – teve que se acostumar depois de formada. Os grandes óculos escuros servem de proteção pra muita coisa: o sol forte de março, a poluição da Avenida Paulista, a poeira levantada pelos carros, motos e ônibus que passam em enxames barulhentos a metros de seu rosto. Em volta, parte da fauna que habita aquele ecossistema estranho. Uma colônia de alunos de cursinho, gente com roupa de academia, engravatados. Um cara com uniforme de uma lanchonete carrega uma sacola de sanduíches, que provavelmente serão devorados sob a luz aconchegante de um monitor de computador.

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